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Localização

O Freixo localiza-se a sudoeste de Almeida, sede de concelho, e a nordeste da Guarda, sede de distrito. O IP5 passa perto, a não mais de 5 quilómetros. Mais distante fica o Rio Côa, servindo habitualmente esta e outras povoações como praia fluvial. Em termos hidrográficos, a aldeia é também servida pela Ribeira das Cabras, que passa cerca de 3 quilómetros a poente. A freguesia do Freixo, que, para além da aldeia, compreende ainda o Alto do Freixo, bem como muitos hectares de propriedades de gente da aldeia, tem à sua volta outras povoações, como Peva, Aldeia Bela, Leomil, Castelo Mendo, Atalaia, entre outras. O ponto mais alto da aldeia situa-se a 759 m. de altitude e a ribeira passa a 647 m. A cidade da Guarda, a cerca de 30 quilómetros, situa-se acima dos 1000 m. e a Serra da Estrela atinge um máximo de 2000 m.

Fotos Aéreas:

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Como chegar ao Freixo

Para quem venha de Lisboa há dois percursos possíveis. O primeiro, o mais antigo, consiste em apanhar a auto-estrada do norte (A1) até à zona de Coimbra, altura em que aparece o desvio para o Itinerário Principal 3 (IP3). Segue-se pelo IP3 até à intercepção com o IP5 no sentido de Vilar Formoso. A partir daí é continuar no IP5 até à saída para "Sabugal", cerca de 20 quilómetros após a Guarda. Imediatamente a seguir a se ter tomado essa saída é necessário optar pela direira, para seguir um caminho que conduz até ao Alto de Leomil, um novo cruzamento em que se tem de virar também à direita. Essa estrada irá passar no Alto do Freixo e algumas centenas de metros mais adiante há um desvio à direita para o Freixo (a aldeia propriamente dita). Seguem-se cerca de dois quilómetros de curvas e contracurvas até chegar à aldeia. O tempo médio de viagem anda entre as 4 horas e as 4 horas e meia (são 400 quilómetros).

O segundo percurso implica também um início de viagem pela A1, mas apenas até Abrantes, onde se procura o desvio para o IP6 com destino a Castelo Branco, saindo-se no IP2, que fará a ligação à Guarda. Chegando à Guarda, é apanhar o IP5 na direcção de Vilar Formoso e a partir daí as indicações são as mesmas do primeiro percurso. Nesta opção, a viagem dura sensivelmente um pouco menos que as 4 horas do primeiro percurso, uma vez que a estrada está em melhores condições e a quilometragem é também mais reduzida.

Já quem vier do Porto poderá descer pela A1 até à zona de Aveiro, onde apanhará o IP5 para Vilar Formoso, saindo, como nos outros percursos, no desvio para "Sabugal". A viagem a partir do Porto deverá durar  cerca de 3 horas, se tanto.

Para quem vier de transportes colectivos, há duas opções: comboio e autocarro. Poder-se-á apanhar um qualquer autocarro (as companhias transportadoras são variadas) até à Guarda e a partir daí fica ao critério do "turista" entre esperar pelo autocarro que faz a ligação ao Freixo (apenas uma vez por dia, mais ao final da tarde) ou apanhar um táxi (a viagem até ao Freixo são mais 30 quilómetros). As indicações para quem opte pelo comboio são as mesmas, havendo que consultar os serviços da CP para mais informações. 

 

Condições naturais

A aldeia situa-se numa encosta com pouca inclinação, a qual aumenta à medida que avançamos para poente, em direcção à Ribeira das Cabras. Uma das noções primárias associadas à evolução demográfica ou urbana é a expansão de um núcleo habitacional. Numa qualquer vila medieval teríamos a povoação dentro das muralhas do castelo e uma rede de novas habitações à volta das muralhas, com todo o terreno circundante a ser reservado para a agricultura e pastorícia. O Freixo, contudo, não é uma vila medieval. Tem, de facto, um núcleo, com grande densidade de habitações e arruamentos estreitos, e uma coroa de construções mais recentes. À volta, uma enorme manta de retalhos formada pelas propriedades dos habitantes locais, entre terrenos cultivados, lameiros, baldios, etc.
Quem chegar ao Freixo pode encontrar óptimas soluções para calmos passeios, desfrutando da paz que oferecem os caminhos por entre as terras, ainda não alcatroados. A fauna e a flora locais são diversas, embora não seja de esperar desta aldeia um jardim botânico ou um jardim zoológico ao natural...
Para além do gado (porcos, ovelhas, cabras, burros, bois, vacas, etc...), dos animais domésticos (cães e gatos) e das aves de capoeira, encontramos na zona circundante da aldeia javalis, lobos, raposas, gatos bravos, texugos, cobras, lagartos, verdugos, coelhos e lebres. A presença de lobos nesta região é cada vez mais diminuta, mas esporadicamente ainda há notícias de ataques destes animais a rebanhos e pastores. Também as raposas se vêem com menor frequência, escolhendo a noite para atacarem as capoeiras da população da aldeia. Coelhos e lebres são já mais numerosos, permitindo a quem esteja na aldeia ocupar o dia com caça. Os caçadores procuram também aves e entre elas as que mais sobrevoam a aldeia são a perdiz, o melro, o gaio, a pêga, a cotovia, o estorninho, o tordo, o pardal, a pintassilga, a megengra, o pisco, a carriça, o peneireiro, o gavião, o corvo, o marintéu, a rola, entre muitas outras. Andorinhas, cucos e cegonhas também por vezes escolhem o Freixo para fazer os ninhos.
A paisagem do Freixo apresenta abundante vegetação rasteira (giesta, tojo, etc.) e árvores tão diversas como o pinheiro, a carrasqueira, o carvalho, o freixo, a oliveira, o sobreiro, o amieiro, etc. Claro que não podemos esquecer as árvores de fruto: figueiras, macieiras, pereiras, amendoeiras, nogueiras, cerejeiras, pessegueiros, castanheiros, videiras... A flora silvestre oferece ainda, no Verão, as sumarentas amoras, tão abundantes que chegam a ser colhidas aos baldes para depois serem comercializadas.
Cursos de água naturais não são muitos e são algo distantes, como já vimos. Para chegar ao Rio Côa, o de maior caudal na zona, é preciso um automóvel. Contudo, a Ribeira das Cabras parece ser também um cenário agradável para uma pausa refrescante num qualquer passeio a pé ou de bicicleta pelos trilhos naturais da zona. Em tempos era frequente a pesca no rio. Hoje, a pesca, tal como os banhos na ribeira, caiu em desuso.
O clima no Freixo é típico das regiões interiores do país: largas amplitudes térmicas e muita pluviosidade no Inverno. No Inverno a temperatura mínima pode rondar os 0ºc e a máxima não passar dos 10ºc, o que ocasiona formação de geada durante a noite. No Verão, as noites podem ser frescas, com menos de 15ºc, e os dias quentes, podendo passar dos 30ºc com facilidade. Se no Verão as chuvas ou os aguaceiros são muitíssimo raros, no Inverno a precipitação é abundante, chegando por vezes a cair neve nos primeiros meses do ano.
Não sendo o paraíso que muitos procuram quando idealizam estâncias de turismo em zonas tropicais, o Freixo apresenta-se como uma aldeia com condições naturais para satisfazer os desejos de paz e sossego de qualquer um. Poluição parece não constar do léxico dos habitantes locais, a não ser que consideremos os dejectos do gado nos caminhos e o barulho dos tractores que vão e vêm e dos foguetes que assinalam as festividades.

 

 

 
 
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